Dia int Alfabetização

Dia Internacional da Alfabetização

OEI - Educação . 09/09/2019
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O dia 8 de setembro é o Dia Internacional da Alfabetização. A Organização de Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI) participa nesta celebração reconhecendo os esforços realizados na Ibero-américa nesta área, uma região que fez progressos significativos para erradicar o analfabetismo na sua população de mais de 625 milhões de pessoas. A OEI tem sido, sem dúvida, uma organização que, juntamente com outras, liderou esse processo e participa dos importantes resultados alcançados.

Foram décadas de esforços consertados em prol de um processo de transformação educativo e social, promovendo e desenvolvendo, em conjunto com os Ministérios da Educação dos países da Ibero-américa e outras organizações, programas de alfabetização e educação para jovens e adultos. Bons exemplos disso foram o Programa de Alfabetização e Educação Básica de Adultos (PAEBAS), o Plano Ibero-Americano de Alfabetização (PIA) e o Plano Ibero-Americano de Alfabetização ao Longo da Vida (PIALV), graças aos quais a taxa de alfabetização na Ibero-América, de acordo com o Banco Mundial, está hoje nos cerca de 94%: uma conquista histórica impensável há algumas décadas atrás. Certamente que os mais de 120 projetos desenvolvidos pela OEI, em dezenas de países da região, com mais de 2.300.000 de alfabetizados, contribuíram decisivamente para este resultado e tornaram-se exemplos de cooperação no setor da educação no terreno e em benefício de pessoas e comunidades com maiores necessidades.

Também neste caso e, em geral, na cooperação para o desenvolvimento realizada pela OEI, a melhor máxima a aplicar é do herói cubano José Martí que afirmou que a melhor maneira de dizer é fazer. Esta foi a lógica que sempre inspirou e continua a inspirar a OEI.

Hoje, a aprendizagem ao longo da vida e para todas as pessoas, conforme estabelecido pelo ODS 4 da Agenda 2030, responde às novas necessidades e exigências educativas do século XXI. Descobrimos novas literacias que exigem o desenvolvimento de competências variadas, como sejam comunicação, digital, científica, técnica, artística, socio emocional, matemática ou de cidadania. Significa, também, trabalhar pela equidade e inclusão escolar, na região do mundo que apresenta o mais alto nível de desigualdade de rendimento e, consequentemente, de oportunidades entre ricos e pobres. Uma região onde o acesso à educação em condições de qualidade, equidade e inclusão não foi alcançado.

Se quiséssemos caraterizar o arquétipo da pessoa ibero-americana analfabeta ou com nível educacional muito baixo e, portanto, com poucas oportunidades de ter uma vida melhor, esse perfil seria o seguinte: mulher, maior de idade, chefe de família, residente em áreas rurais ou suburbanas e parte de uma comunidade indígena ou descendente desta. São eles que justificam as nossas preocupações e esforços.

Em conclusão, a OEI, uma organização que representa toda a América e o Caribe no Comité Diretor do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 4 (SDG4-Education 2030), continuará a trabalhar empenhadamente para que a nossa região seja mais justa, livre de analfabetismo e com cidadãos capazes de enfrentar a vida quotidiana com todas as ferramentas necessárias para alcançar maior bem-estar e desenvolvimento integral.

A OEI pode dar testemunho do caminho percorrido, de muitas boas práticas, experiências e metodologias bem-sucedidas. E, em resumo, de um projeto de cooperação e integração ibero-americana através da educação para os mais desfavorecidos.

 

 

Mariano Jabonero, Secretário Geral da Organização de Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI)