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Estudantes de 15 países escrevem ‘O Quixote Ibero-americano’

OEI - Cultura . 24/02/2020
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No século XXI, D. Quixote e Sancho Pança viajam desde Alcalá de Henares até Portugal e de lá atravessam o Atlântico para continuar as suas andanças por terras americanas, desde a Argentina ao México, e o regresso a casa. Esta é a ficção que está a ser escrita ao longo deste ano letivo por 325 estudantes de 16 centros educativos da Ibero-América.

Trata-se de um projeto educativo, literário e colaborativo dos Serviços de Educação da Municipalidade de Alcalá de Henares, que conta com a estreita colaboração da Organização de Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI) e da Universidade de Alcalá através da sua Cátedra Ibero-americana de Educação.

O objetivo do projeto é potenciar a criatividade literária dos estudantes do ensino secundário, promover a aproximação da população escolar à figura de Cervantes e D. Quixote e fomentar a cultura comum dos Estados Ibero-americanos.

Os países participantes são: Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, El Salvador, Espanha, Guatemala, México, Panamá, Paraguai, Perú, Portugal, República Dominicana e Uruguai. Alunos do 9º ano da Escola Básica de Vila Boim em Elvas representaram Portugal neste projeto.

Apoiados por 39 professores, os estudantes de cada país escreveram um capítulo de uma história, totalmente inventada, protagonizada por D. Quixote e Sancho Pança. Os alunos de Portugal escreveram o capítulo “Que trata da (pouco conhecida) passagem de Dom Quixote por Elvas e das aventuras com uma feiticeira cruel num aqueduto amaldiçoado e como a amizade vence o medo”. O capítulo XVI, escrito em Espanha, intitula-se “De quando D. Quixote e Sancho Pança regressam da sua viagem pela Ibero-América e chegam à cidade de Alcalá de Henares”.

Para a escrita de cada capítulo, os alunos contaram com a orientação de 15 escritores de reconhecido prestígio no âmbito da literatura infantil e juvenil de cada um dos países participantes.

Esta é a lista dos escritores que acompanharam o projeto:

  • Argentina: Paula Bombara. Com “Una casa de secretos” sagrou-se vencedora do 10° Prémio de Literatura Infantil El Barco de Vapor Argentina da Fundação SM.
  • Bolívia: Mariana Ruiz. É a autora de contos infantis como “Uma y el círculo” e de novelas juvenis como “Aventuras de un escarabajo en Japón”.
  • Brasil: Weslei García de Paulo. Professor, escreve ficção desde os 14 anos. Entre os seus livros destaca-se “Um Alguém Especial”.
  • Colômbia: John Fitzgerald Torres. Reconhecido autor colombiano, a sua obra “El vértigo de los pájaros” foi finalista do Prémio Norma de Literatura Infantil e Juvenil 2018.
  • El Salvador: Claudia Meyer. Muitos dos seus poemas foram publicados no estrangeiro. Entre as suas obras encontram-se “Estación del frío” e “Memorias de la infância”.
  • Equador: Edgar Alan García. Professor do ensino secundário, as suas obras, publicadas em vários países, fazem parte de algumas antologias da Ibero-América.
  • Espanha: Santiago García-Clairac. Na sua obra destaca-se a série de aventuras de  Maxi e os seus livros juvenis de género fantástico, como a trilogia “El ejército negro”.
  • Guatemala: Julio Serrano. Escritor e realizador audiovisual. Entre as suas obras infantis e juvenis destacam-se “En botas de astronauta” ou “Desde el tiempo de los abuelos”.
  • México: Antonio Malpica. Em 2015, recebeu o XI Prémio Ibero-americano SM de Literatura Infantil e Juvenil em reconhecimento da sua obra literária dirigida aos jovens leitores.
  • Panamá: Carlos Fong. Narrador, escritor de contos e especialista no fomento da leitura no seu país. Escreveu os livros de contos “Desde el otro lado” e “Fragmentos de un naufragio”.
  • Paraguai: Estela Franco. Narradora e poeta com forte orientação para a difusão da literatura paraguaia. Escreveu “El vuelo del Pykasu”, “Camaleónica” e “Infinita y con alas”.
  • Perú: Roy Davatoc. Escritor, editor e tradutor peruano. Entre as suas obras figuram “Alma. Cuando un corazón emigra”, “La lluvia nos detiene” ou “Camino a Roma”.
  • Portugal: Maria Inês Almeida. As suas obras “Quando eu for… Grande” e “Sabes onde é que os teus pais se conheceram?” fazem parte da lista de “100 livros para o futuro”.
  • República Dominicana: Pedro Cabiya. É uma das vozes mais originais da nova narrativa porto-riquenha. Também teve destaque no campo do romance gráfico.
  • Uruguai: Sebastián Pedrozo. Mestre em educação primária e fanático das histórias de terror e humor, destaca-se o seu livro “Las moscas también tenemos sentimientos”.

 
 
 
 
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