III Comité Intergovernamental do PIALV

O III Comité Intergovernamental do Plano Ibero-Americano de Alfabetização e Educação Básica de Jovens e Adultos ao Longo da Vida (PIALV), acolhido pelo Paraguai, concluiu com importantes acordos

OEI - Educação . 20/11/2020
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Com o Paraguai como país anfitrião e com a representação de 18 países ibero-americanos, o III Comité Intergovernamental do Plano Ibero-Americano de Alfabetização e Educação Básica de Jovens e Adultos ao Longo da Vida (PIALV) realizou-se virtualmente nos dias 18 e 19 de novembro. Estiveram presentes o Vice-Ministro da Educação Básica do Ministério da Educação e Ciência do Paraguai (MEC), Robert Cano e Fernando Griffith, membros da Unidade de Coordenação do PIALV, composta pela Organização de Estados Ibero-americanos (OEI) e Secretaria-Geral Ibero-americana (SEGIB), e vários pontos focais e representantes dos Ministérios Ibero-americanos da Educação, no domínio da Alfabetização e da Aprendizagem ao Longo da Vida, bem como representantes de organizações internacionais e especialistas na matéria. O Ministério da Educação de Portugal esteve representado por Fátima Botão, da Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional.

A reunião foi realizada com o objetivo de promover um diálogo construtivo sobre o impacto alcançado pelo PIALV até à data e tendo em vista o próximo Plano Operacional Anual (2020-2022), concebido pela OEI e apresentado na ocasião aos países Ibero-Americanos membros do PIALV. Neste sentido, após a sua avaliação e debate, foi decidido alargar o seu âmbito, dando maior ênfase ao trabalho com populações rurais e indígenas, mulheres, idosos e pessoas com deficiência e em situações de confinamento. Além disso, foi aprovada a integração, em todos os grupos de trabalho e ao longo da formação do plano de trabalho, de uma cultura digital, cuja necessidade se tornou evidente em toda a região no contexto atual, devido à pandemia da Covid-19.

Por outro lado, tem-se falado na realização de um inquérito por país, exortando ao acompanhamento dos países com maior experiência nas áreas a trabalhar, de acordo com as diferentes linhas de ação, a fim de contribuir para a execução do plano de trabalho; além disso, falou-se da necessidade de ligar o currículo à formação técnico-profissional, promovendo o desenvolvimento das competências profissionais, bem como o reconhecimento dos conhecimentos, com o objetivo de proporcionar uma formação de qualidade, orientada para a melhoria da qualidade de vida.

O Comité concluiu também com a intenção de dotar o PIALV de uma linguagem comum, a fim de juntar esforços com o resto das iniciativas ibero-americanas no setor da educação e de modo a dar o impulso necessário para alcançar parcerias técnicas e de recursos, e, assim, alcançar o objetivo comum.

O Plano Ibero-Americano de Alfabetização e Educação Básica de Jovens e Adultos ao Longo da Vida (PIALV) nasceu em 2014, juntando-se ao objetivo claro de declarar a região Ibero-Americana como um território livre de analfabetismo e com um enfoque específico na aprendizagem ao longo da vida. Para o efeito, promove ações de alfabetização, através de uma oferta educativa de qualidade, e facilita os percursos educativos e de formação profissional de jovens e adultos na região Ibero-Americana. Neste sentido, é importante salientar que dos 27 "Programas, Iniciativas e Projetos anexos (PIPA)", o Plano Ibero-Americano de Alfabetização e Educação Básica de Jovens e Adultos ao Longo da Vida (PIALV), cuja Unidade Técnica é chefiada pela OEI, é a única especializada em educação na região, com mais de 3 décadas de existência.

Por esta razão, a OEI acredita que este espaço foi oportuno para recapitular e fazer um balanço das experiências e aprendizagens adquiridas até à data, e, ao mesmo tempo, que foi muito útil na análise dos desafios presentes e futuros na área da Alfabetização e Aprendizagem ao Longo da Vida, na região; pois vivemos num mundo interligado e em constante evolução, em que as mudanças são contínuas e ocorrem a grande velocidade, e estas mudanças também podem ser vistas na Educação, pois o próprio conceito de Alfabetização é dinâmico, tal como as metodologias educativas com as quais devemos abordá-lo. E é a capacidade de adaptação a estas mudanças que irá determinar o sucesso na tarefa de criar oportunidades de desenvolvimento humano, de tornar possível uma educação de qualidade para todos, sem deixar ninguém para trás.

 
 
 
 
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