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O Secretário-geral da OEI lança o projeto 'Universidade Ibero-América 2030'

OEI - Educação . 10/02/2020
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O Secretário-geral da OEI, Mariano Jabonero, participou em Havana na I Reunião de Ministras e Ministros de Educação Superior. Durante a sua intervenção, apresentou as linhas mestras da Universidade Ibero-América 2030, um projeto que pretende abordar dois dos grandes desafios da região ao nível da educação superior: a qualidade e a internacionalização.

Jabonero abordou a necessidade de potenciar a missão de investigação e a vinculação da universidade, incrementando o número de professores investigadores doutorados e facilitando-lhes uma carreira de investigação. Neste sentido, destacam-se as bolsas de doutoramento Paulo Freire plus na sua modalidade sénior, lançada recentemente pela OEI. Estas bolsas permitem que um professor universitário realize parte do doutoramento numa universidade de outro país da região, enquanto pode continuar a cumprir as suas funções na universidade em que trabalha. A universidade não perde um professor, mas ganha um investigador.

Relativamente à transferência do conhecimento, o Secretário-geral da OEI explicou o desenvolvimento de indicadores capazes de medir o impacto que a investigação pode ter no bem-estar e qualidade de vida das pessoas: melhoria da prestação de serviços públicos, de condições de salubridade e proteção ao consumidor, de proteção do meio ambiente, inclusão, etc.

Neste sentido, o Secretário-geral da OEI frisou a importância do horizonte do ano 2030 porque, na sua opinião, “a Ibero-América tem que tornar-se o laboratório da Agenda 2030. A prevenção da pobreza, a desigualdade ou as alterações climáticas devem ter o tom ibero-americano. A nossa ambição deve ser gerar um novo conhecimento que torne possível um verdadeiro desenvolvimento sustentável”.

Na Ibero-América há mais de 30 milhões de estudantes universitários e, o que é mais importante, a taxa de acesso tem crescido para todos os níveis de ingresso, particularmente entre os estudantes que pertencem aos 50% mais pobres da população. Para além disso, 57% dos investigadores ibero-americanos realizam as suas atividades no âmbito universitário, mas apenas 12% dos professores universitários da região são doutorados, o que dificulta a criação de prosperidade e o desenvolvimento de economias do conhecimento.

 
 
 
 
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