INCOGNITUM

Projeto Incognitum celebra Fernão de Magalhães e Juan Sebastián Elcano unindo artistas portugueses e chilenos

OEI - Cultura . 09/10/2019
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Portugal e Chile unem-se para celebrar os 500 anos da Circum-navegação de Fernão de Magalhães - Juan Sebastián Elcano. Nove artistas portugueses e dez artistas chilenos encontram-se na Região de Magalhães, Antártida e Santiago do Chile, de 4 a 13 de outubro. Esta reunião antecede uma exposição itinerante que começará em Lisboa, no dia 20 de junho de 2020, na Cordoaria Nacional, Padrão dos Descobrimentos e Casa da América Latina, para continuar, em outubro de 2020, na cidade portuária chilena de Punta Arenas. A versão expandida ficará patente no Museu Nacional de Belas Artes de Santiago do Chile, no primeiro semestre de 2021. A iniciativa conta com o apoio da OEI.

O INCOGNITUM: CIRCUM-NAVEGAÇÕES CONTEMPORÂNEAS é um projeto de intercâmbio artístico e cultural entre Portugal e o Chile. Os artistas selecionados pertencem a uma geografia afetiva, cultural ou experiencial destes dois países.

 - Artistas Chilenos:

Andrea Wolf, Anelys Wolf, Monica Bengoa, Voluspa Jarpa, Cristóbal Cea, Demian Schopf, Enrique Ramirez, Fernando Prats, Francisco Navarrete, Sebastian Jatz.

 - Artistas Portugueses:

Ana Vaz, Angela Ferreira, Luciana Fina, Narelle Jubelin, Salome Lamas, Kiluanji Kia Henda, Délio Jasse, Francisco Vidal, Vasco Araújo.

De 4 a 13 de outubro, de 2019, os artistas irão visitar a cidade portuária de Punta Arenas e localidade de Porvenir, na região da Terra do Fogo (anteriormente conhecida como Terra Incógnita). Aqui, os participantes terão a oportunidade de visitar lugares relevantes do património cultural e natural da região e de estabelecer contacto com os seus habitantes. Esta experiência irá servir de inspiração às obras que irão ser depois criadas.

As cidades de Punta Arenas e Porvenir estão a cerca de 3.000 quilómetros da capital do Chile, numa área bastante desconhecida para a maioria dos chilenos e dos seus artistas. A população local vive bastante isolada e pretende-se que este projeto tenha um grande impacto social pois vai permitir a troca de experiências e conhecimentos não só entre os artistas convidados e artistas locais, mas também com a comunidade. Serão realizadas conferências, workshops e encontros informais.

Segundo um comunicado da organização, publicado no portal do evento, «entraremos em contacto com a comunidade artística e cientifica da região, o que permitirá adquirir um saber profundo e plural com distintos pontos de vista do que foi no passado e é hoje o Estreito de Magalhães. Também será indispensável, tanto para os artistas portugueses como chilenos que participam no projeto, o desenvolvimento de um trabalho colaborativo com os artistas e investigadores magalhânicos criando uma retro-fecundação e conhecimento direto de distintas culturas, base fundamental do projeto, que vai muito além da dimensão binacional, é um encontro pluricultural na região mais austral do mundo. Neste sentido, as obras resultantes do processo ao serem expostas no Museo Regional de Magallanes, instituição dedicada a aspetos mais históricos do que artísticos e no novo Centro Cultural de Punta Arenas, cria uma ponte entre saberes e comunidades e dará um acesso livre a obras de arte contemporânea de circulação internacional.»