As oradoras do painel sobre Economia Criativa

RHI - uma iniciativa que pretende acelerar um novo diálogo cultural

OEI - Cultura . 16/09/2019
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Curadores, programadores culturais, artistas de 23 países, 75 palestras e 50 workshops. A iniciativa Revolution Hope Imagination (RHI) tem como principal objetivo criar um diálogo entre a arte, os negócios, a cultura e o turismo. Este festival multidisciplinar começou no sábado (14 de setembro) em Lisboa e tem iniciativas por todo o país, até 21 de setembro.

A Organização de Estados Ibero-americanos para Educação, a Ciência e a Cultura juntou-se a esta iniciativa inédita promovida pelo Arte Institute que pretende mudar a relação entre a arte e o mercado em Portugal. Tendo esse objetivo como orientação, o escritório da OEI em Portugal promoveu, no domingo 15 de setembro, na Fundação Oriente, em Lisboa, uma sessão sobre Economia Criativa. O painel contou com os contributos da diretora da OEI Portugal, Ana Paula Laborinho, e da diretora das Indústrias Culturais e Criativas (ICC) da Câmara de Comércio de Bogotá, Adriana Padilla, mostrando o papel das ICC na transformação dos territórios, criação de emprego qualificado, valorização das identidades e crescimento económico.

A iniciativa  Revolution Hope Imagination, tem como ícone o rinoceronte oferecido pelo rei de Cambala ao rei D. Manuel I provocando grande curiosidade e celeuma na cidade de Lisboa que o acolheu. Tal como o animal exótico, a RHI pretende debater um tema que ainda provoca grande controvérsia. Com início em Lisboa, passa pelas Caldas da Rainha, Óbidos, Guimarães, Leiria, Alcobaça, Évora, Vidigueira, Loulé e Funchal. O programa  inclui atividades ligadas à música, ciência, arquitetura, design, dança, literatura e educação com 75 palestras, 50 workshops e dezenas de espetáculos

José Luís Peixoto, Afonso Cruz, John Gonçalves, Ivo Canelas, Marta de Menezes, Paula Abreu, Pedro Varela e Nuno Bernardo, são alguns dos nomes presentes no evento. O RHI conta, ainda, com a participação de representantes de instituições de países como Angola, Moçambique, Cabo Verde, Indonésia Tailândia, México e Espanha.

Para a diretora do Arte Institute (centro promotor da cultura portuguesa em Nova Iorque), Ana Ventura Miranda, o Revolution Hope Imagination vai permitir que «as pessoas se posicionem num aspeto positivo» de modo a que «a sociedade civil compreenda que, também, tem o poder de mudar (…) que nós também temos o poder de fazer coisas.» Ana Ventura Miranda explica que esta iniciativa pretende «posicionar Portugal como um destino turístico cultural e promover o diálogo entre empresas e artistas».

A plataforma RHI vai continuar ativa, na internet, de modo a garantir que os objetivos do projeto tenham futuro. A ferramenta pretende apoiar a internacionalização dos artistas portugueses. Os seus trabalhos poderão, desta forma, estar acessíveis a produtores de todo o mundo.