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Um estudo da OEI destaca a diferença de género na ciência

OEI - Educação . 08/03/2019
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Até 2020, haverá meio milhão de postos de trabalho a serem ocupados em áreas como “big data”, inteligência artificial, segurança cibernética ou a internet das coisas. No entanto, apenas 23% dos estudantes licenciados em tecnologia da informação e da comunicação em Portugal são mulheres. Os dados foram retirados do estudoLas brechas de género en la producción científica iberoamericana” do Observatório Ibero-americano de Ciência, Tecnologia e Sociedade da Organização de Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI).

De acordo com este relatório, entre 2014 e 2017, Espanha superou os 73.000 artigos científicos publicados, o Brasil contou com 53.000, enquanto o México e Portugal tiveram uma produção de cerca de 17.000. Paralelamente ao crescimento das publicações ibero-americanas, o número de autoras e autores aumentou 19% entre 2014 e 2017, sem diferenças de género nessa tendência. Em Espanha é surpreendente que, sendo o país ibero-americano com o maior número de pessoas que publicam, as mulheres não sejam maioria em nenhuma área do conhecimento. Em Portugal, a desigualdade de género é especialmente significativa nas áreas de engenharia, com apenas 36% de mulheres.

As mulheres ibero-americanas são a maioria nas salas de aula das universidades, mas a desigualdade de género é visível quando se trata das professoras. Só em Cuba existem mais mulheres do que homens nessa profissão, enquanto no Peru, as professoras universitárias representam apenas 22% e em Portugal representam cerca de 44%.

A disparidade entre homens e mulheres na investigação científica está a crescer no setor privado. Na Argentina, por exemplo, apenas 27% da população que desenvolve atividade científica em empresas são mulheres, em Portugal 29% e em Espanha 30%. Nas instituições públicas de P&D, observa-se a maior paridade em todos os países, com destaque para o notável caso de Portugal, em que mais de 60% daqueles que investigam ou desenvolvem atividades nas áreas de tecnologia são mulheres.

As mulheres não permanecem e, além disso, não chegam a liderar as equipes de pesquisa. Esse é o ponto crítico em todos os países. No entanto, a ciência cresce devido à variabilidade de ideias. As mulheres enriquecem muito o trabalho científico”, afirma Ana Justel, matemática e investigadora espanhola que acaba de voltar da sua oitava campanha na Antártida. “A ciência é um lugar fabuloso para se viver. Eu encorajo todas as meninas a começar, a continuar, a alcançar a ciência, porque somos perfeitamente capazes e porque afinal é trabalhar pelo progresso da humanidade”, acrescenta para incentivar as vocações científicas das meninas.

O percentual de mulheres cientistas em todo o mundo é de 28%. Na América Latina e no Caribe, o número sobe para 45,4%.