XXIV Olimpiada Iberoamericana de Quimica

Uma semana cheia de química em Portugal

OEI - Science . 2019/09/11
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A Faculdade de Ciências da Universidade do Porto recebe, esta semana, a Olimpíada Ibero-Americana de Química. Jovens de 17 países vão participar com projetos nas áreas de Química Analítica, Química Física, Química Inorgânica, Química Orgânica e Técnicas Experimentais. A OEI integra a Comissão de Honra através da diretora em Portugal.

Dezenas de jovens estudantes pré-universitários, que não tenham completado 19 anos até ao dia 1 de outubro, acorrem esta semana à cidade invicta onde, nos laboratórios da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, vão colocar à prova os seus conhecimentos na 24ª edição da Olimpíada Ibero-Americana de Química.

Este ano participam jovens representantes da Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, El Salvador, Espanha, México, Panamá, Paraguai, Peru, Portugal, Uruguai e Venezuela. Cada país participa com uma equipa de até 4 estudantes escolhidos num processo nacional, no caso de Portugal, nas Olimpíadas de Química Mais.

A Diretora da OEI em Portugal, Ana Paula Laborinho, presente na sessão de abertura, recordou que ainda existem muitas assimetrias entre ricos e pobres no domínio da ciência e a importância do investimento em ciência como condição para um maior desenvolvimento e crescimento económico. Recordou que os países mais desenvolvidos têm aumentado esse investimento e a região tem de desenvolver uma estratégia que lhe permita melhorar indicadores e promover a transferência de conhecimento para as empresas. Referiu também que o português e o espanhol são a segunda língua de publicação nas redes de ciência, o que também é uma forma de contribuir para a internacionalização das duas línguas.

Portugal participa nesta iniciativa desde o ano 2000, tendo arrecadado já medalhas de prata, bronze e algumas menções honrosas. Em 2014 recebeu o galardão máximo, a medalha de ouro.

A competição teve início em 1995, por iniciativa da República da Argentina, que estabeleceu como finalidade promover a participação dos países da região ibero-americana. De acordo com a organização, «o objetivo fundamental do projeto era aumentar o intercâmbio de experiências com o propósito dos países Ibero-americanos atingirem, na sua docência em ciências químicas, os padrões de qualidade internacional».