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Nos EDD 2019, a OEI defendeu o foco na digitalização como meio de inclusão na Ibero-américa

OEI - Ciencia . 26/06/2019
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«Há uma ligação entre as necessidades da empresa e o que é ensinado nas universidades. Os estudantes são confrontados com um mercado de trabalho diferente onde, embora as competências digitais sejam necessárias, não é possível perder a componente humanista", afirmou Ana Capilla, coordenadora do Ensino Superior e da Ciência da OEI no debate «Digitalização, uma rota para uma Ibero-América mais inclusiva», organizado pela OEI, no âmbito dos EDD19, cujo tema foi a redução das desigualdades e a construção de um mundo que não deixe ninguém para trás.

Ana Capilla salientou igualmente a importância do trabalho colaborativo. A este respeito, destacou o programa de Competências para o século XXI desenvolvido pela OEI que, entre outros objetivos, pretende fornecer aos docentes a metodologia necessária para ensinar tecnologia. Referiu ainda projetos de colaboração como o PREDALC, que a OEI realiza com o Banco Mundial, e que visa a partilhar boas práticas entre os professores da América Latina e das Caraíbas, ou o recém-criado Instituto Ibero-Americano de Educação e Produtividade (IEJ/OEI), que se centra na procura de um equilíbrio entre formação e mercado de trabalho. 

A partir da sua experiência como Diretora do Instituto de Estatística da UNESCO (UIS), Silvia Montoya, que também participou neste debate, apresentou dados relevantes, incluindo o facto de, na América Latina e nas Caraíbas, 50 % das escolas do ensino básico não terem acesso à Internet. Em termos de competências no domínio das TIC, Silvia Montoya afirmou que é necessário investir nessas competências, mas também dispor de dados para medir o desenvolvimento da educação na região.

Por seu lado, Sebastian Nieto Parra, Chefe da Unidade América Latina e Caraíbas do Centro de Desenvolvimento da OCDE, explicou que a digitalização é essencial para a inovação, uma característica necessária para o crescimento da produtividade, tendo apresentado alguns dados do relatório «Perspetivas económicas para a América Latina de 2019», que foi recentemente publicado, e destacado, de entre as competências digitais hoje necessárias, a gestão de informação. 

Benoist Bazin, líder da equipa de digitalização da Direção-Geral para o Desenvolvimento Internacional da Comissão Europeia (DG DEVCO), assinalou a importância da qualidade da digitalização para incentivar um desenvolvimento inclusivo. Benoist Bazin também assinalou que a tecnologia pode melhorar a aprendizagem e as habilidades sociais, mas que é necessário desenvolver um espírito crítico e distinguir entre informações falsas e verdadeiras.

A Diretora Geral de Alianças Globais e Relações Institucionais da Profuturo, Leticia de Rato, afirmou que “os professores são figuras essenciais, pois eles são os principais ativadores da mudança educacional.”

O debate “Digitalização, um caminho para uma Ibero-américa mais inclusiva” contou com a presença do Diretor de Relações Institucionais da agência de notícias EFE, José Manuel Sanz Mingote, enquanto moderador.

Esta é a segunda edição dos EDD em que a OEI participa enquanto organizadora de um debate. Em 2018, a Organização organizou uma sessão sobre a questão do género na ciência. 

Veja o vídeo produzido para a ocasião, que conta com a participação do Escritório da OEI em Portugal, a partir do qual este assunto tem sido trabalhado com o Ministério da Educação português na vertente ensino e formação profissional e vocacional.